Poggio Mandorlo

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O agrônomo palavra Versão para impressão Enviar por E-mail

O nosso agrônomo chama-se Maurizio Saettini, nascido em 1973. Em 2001 conhece Roberto Cipresso e a partir de 2002 dedicam-se totalmente a Winemaking na Itália e no exterior, em seguida enquanto a estrutura da empresa se consolida e cresce, a sua atenção o seu raio de ação se deslocam para vinícolas da Campânia e da Itália Central, onde concentra os seus esforços e a sua paixão também na pesquisa agronômica.

Maurizio, vamos abordar o terroir, considerando metafóricamente que seja um bouquet cuja beleza se revela sómente quando somamos a beleza de cada flor que o compõe. Se tomamos uma flor de cada vez, por exemplo a terra, mais especificamente o solo de Poggio Mandorlo, como você o descreveria?


Antes de mais nada cabe destacar que o solo de Poggio Mandorlo pode ser associado não a uma flor, mas a duas grandes famílias de flores, muito diversas dentro das quais podemos apreciar nuances que ressaltam a beleza de cada uma e valorizam o bouquet. Em Poggio Mandorlo encontramos solos que podem ser classificados como de formação sedimentar(alberese), caracterizados pela presença, em muitos casos elevada, de calcário ativo, ricos de micro-elementos, pedregosos, com textura franco argilosa, nos quais as uvas Cabernet Franc e  Merlot podem dar respostas de grande caráter. A outra grande família que contribui com mais elementos aos solos de Poggio Mandorlo, é a dos argilloscisti, de coloração marrom acinzentada, constituídas por rochas sedimentares com a estrutura típica que tende a descascar e com flish calcário argiloso.

Maurizio tomando a segunda flor, vamos falar do conceito de clima ou micro-clima que incide muito na qualidade dos vinhos. O que você pode dizer a respeito?

O clima incide muitíssimo na expressão da planta. Poggio Mandorlo encontra-se na parte de expansão mais oriental da Maremma. A presença do Monte Amiata garante un clima continental, caracterizado por variações térmicas mais marcadas do que na Maremma marítima. A proximidade do mar pode ser sentida sobretudo nos períodos mais quentes do ano, quando graças ás brisas térmicas, o vinhedo se mantém em plena atividade vegetativa. Além disso a montanha protege quase totalmente do ‘scirocco’ (vento quente que vem do sul), que desta forma sopra no vinhedo atenuado e refrescado, impedindo desta forma fenômenos de desidratação, que já aconteceram nos últimos anos, após fortes ventos de ‘scirocco’ que sopraram no fim do verão. O micro-clima é muito favorável e simula uma condição similar àquela presente em latitudes mais ao norte: frescor que pode ser verificado no produto final. Esta condição climática especial favorece um longo amadurecimento das uvas, lento e sem interrupções, exaltando os polifenolos de longa cadeia, taninos perfeitamente maduros, crocantes e uma bagagem de aromas extremamente rica.

Maurizio vamos falar das videiras, as mães das uvas de Poggio Mandorlo, outra flor fundamental do nosso bouquet imaginário. Não deve ter sido fácil decidir o que plantar, come você e o enólogo Roberto Cipresso fizeram as suas escolhas? Apos quase dez anos você conhece as videiras por nome mas também por caráter, certo? Pode;se falar de caráter ou peculiaridades de cada videira?

A decisão do que plantar e um determinado terreno torna:se mais bela e apaixonante quanto maior é o grau de liberdade a disposição: o ponto de partida é sempre o estudo do terreno, de suas potencialidades e do clima, a intuição e a experiência fazem o resto. Em Poggio Mandorlo gozamos de uma ampla liberdade de ação: a descoberta dos solos calcários nos levou diretamente ao Cabernel Franc, as variações de temperatura unidas a uma frescura “atípica” do sito nos conduziram ao Merlot, assim como os flish argilo-calcários nos indicaram o uso do Sangiovese.

O que significa respeito pelo ambiente, ‘must” da moderna viticultura? Como se age em Poggio Mandorlo para praticar uma viticultura sustentável?

Produzimos uvas saudáveis e perfeitamente maduras: para obter um controle sobre a natureza que procura retornar ao seu equilíbrio, podemos ter uma abordagem mais ou menos invasiva. A nossa filosofia nos levou a optar por uma abordagem possivelmente pouco invasiva. Cito alguns exemplos: a defesa concentra-se na prevenção, mediante o emprego de produtos a base de enxofre e cobre exatamente como na agricultura orgânica e biodinâmica. Quando as condições do tempo são muito adversas evitamos o uso de qualquer produto que deixe resíduos ou que tenham um impacto na fauna entomológica útil. Os restos da poda são trinchados e enterrados, para conter a remoção de elementos do terreno e restituir substancias orgânicas. As adubações acima citadas são orgânicas e integradas com adubos apropriados provenientes de aradura.  Os trabalhos de lavoura tem todos a mesma finalidade de manter e melhorar a estrutura e prevenir o empobrecimento do solo. Os níveis de substancias orgânicas nos solos da vinícola são muito altos, fator que favorece a manutenção das substancias nutritivas ao nível das raízes, com uma contenção das perdas por lavagem dos terrenos.